Lifestyle ou sessão de terapia?
- Juliana Gomide
- 21 de jan.
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de jan.
Foi muito difícil começar a escrever esse post, porque eu não queria passar a ideia de um lifestyle perfeito pra vocês — até porque eu nem sei se existe um lifestyle perfeito. E, se existe, definitivamente não é o meu kkkkk.
Então eu decidi falar apenas sobre o que está acontecendo agora e sobre os meus sentimentos na construção de uma vida melhor (nos meus termos).
Eu estou numa fase de mudanças.
Isso é tão clichê, mas é verdade. Então vamos entrar nessa juntas.
Não é uma mudança cinematográfica. É confusa, meio bagunçada e acontecendo aos poucos.
Nos últimos meses, eu tive uma grande mudança no meu corpo: perdi 14kg com muito foco, mas também com a ajuda da tirzepatida.
Eu sempre fico receosa em falar sobre isso, porque de forma alguma quero incentivar o uso de canetinhas emagrecedoras. Mas não seria justo contar sobre minha experiência e minha mudança corporal sem ser sincera sobre o que eu realmente usei.
Ainda assim, o ponto desse post não é a tirzepatida. É o que estava acontecendo para eu chegar ao ponto de usá-la (já finalizei o tratamento) e, principalmente, como eu vou continuar daqui pra frente.
Eu percebi que não é porque eu sou jovem que meu corpo aguenta tudo.
Meus exames estavam horrorosos: pressão e colesterol altos, além de pré-diabetes.
O mais assustador é que eu nem percebi tudo isso acontecendo — nem mesmo os 10kg de sobrepeso eu enxergava no espelho.
E assim começou minha jornada.
O sobrepeso se foi, a taxa de açúcar, o colesterol e a pressão estão controlados.
Mas o mais difícil começa agora: constância e manutenção.
São dois extremos muito perigosos:
a compulsão voltando duas vezes pior
a nóia de precisar estar cada vez mais magra.
E eu odeio os dois.
Então qual é a solução?
Equilíbrio, divas.
O problema é que eu nunca tive muito isso. Nunca fui uma pessoa disciplinada, mas também não quero ficar doida, sabe? É exatamente isso que eu estou tentando construir agora.
Minha rotina não é perfeita.
Tem dias que eu acordo super animada pra treinar e cuidar de mim.
Tem dias que eu erro a dieta.
Tem dias que eu simplesmente não tô afim de ir.
E o ponto é: tá tudo bem.
Não dá pra acertar sempre. Somos humanos, não máquinas.
Desculpa aos gurus da vida 100% regrada, mas eu gosto do meu caos controlado de vez em quando.
Esse lifestyle que eu tô construindo não é sobre virar outra pessoa.
É sobre aprender a conviver melhor comigo mesma.
Equilibrar pratos.
Criar uma rotina que funcione pra mim, sem comparações.
Porque a internet vende um lifestyle pronto:
acordar cedo, treinar todo dia, comer perfeito, produzir sem parar, estar sempre bem.
Mas aqui a gente trabalha com erros e ajustes.
Essa fase é muito mais sobre processo do que sobre resultado.
Sobre criar hábitos possíveis, não hábitos ideais.
E vou confessar: eu sempre odiei o processo. Ainda não gosto muito dele.
Mas aprender a respeitar o tempo das coisas tem me feito sofrer bem menos ultimamente.
Eu não quero ser referência de perfeição.
Eu só quero ser a melhor versão que eu posso de mim mesma — e às vezes eu não posso muito kkkkk, mas vou continuar tentando.
No fim, o segredo de tudo isso tá na nossa cabecinha: evoluir mentalmente pra que o corpo acompanhe.
Mas vamos combinar… que difícil é esse tal de equilíbrio, né?
Então,
Se você também tá numa fase em que tenta se cuidar sem saber exatamente como…
Se você também erra e tenta de novo…
Esse espaço é pra você também.
Não é um lifestyle pronto.
É um lifestyle sendo construído.
Deixa aqui suas metas (possíveis) pra semana e vamos juntas.
xx, Jul.
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